Alterações do arco do pé

Pé Plano (Pé Chato) e Pé Cavo: tratamento em Belo Horizonte

Arco do pé que desaba ou que é alto demais muda a forma de pisar e sobrecarrega tendões, joelhos e coluna. Nem todo pé plano precisa de tratamento; o que dói, cansa ou progride precisa de avaliação.

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Pés descalços caminhando na areia, deixando pegadas que evidenciam o formato do arco do pé

O arco do pé é o que distribui o peso do corpo entre o calcanhar e a frente do pé a cada passo. No pé plano, conhecido como pé chato, o arco desaba e o calcanhar tomba para fora; no pé cavo, o arco é alto demais e o calcanhar vira para dentro. Em Belo Horizonte, o Dr. Eduardo Cembranelli, ortopedista especialista em pé e tornozelo, avalia e trata as duas alterações em crianças e adultos.

O que é o pé plano?

Todo bebê tem pé plano, e o arco se forma naturalmente até os seis a oito anos. O pé plano flexível da criança, sem dor, é uma variação normal e só precisa de acompanhamento. Já o pé plano que aparece ou piora na vida adulta costuma ter uma causa: a mais comum é a disfunção do tendão tibial posterior, o tendão que sustenta o arco pela parte interna do tornozelo. Quando ele se degenera, o arco cede progressivamente, o calcanhar desvia e o pé deixa de funcionar como alavanca, o que gera dor e limitação para caminhar.

O que é o pé cavo?

No pé cavo, o arco é exageradamente alto e o peso se concentra no calcanhar e na frente do pé. O calcanhar tende a virar para dentro, o que deixa o tornozelo instável e favorece entorses de repetição, calos sob a frente do pé e dedos em garra. Em parte dos casos, sobretudo quando é assimétrico ou progressivo, o pé cavo é sinal de uma doença neuromuscular, que precisa ser investigada.

Sintomas que indicam avaliação

  • Cansaço e dor no arco ou na parte interna do tornozelo após caminhar ou ficar em pé;
  • Desgaste irregular dos calçados, por dentro no pé plano e por fora no pé cavo;
  • Dificuldade para ficar na ponta de um pé só, sinal de fraqueza do tibial posterior;
  • Entorses frequentes, calos e dedos em garra no pé cavo;
  • Dor no joelho, no quadril ou na lombar sem outra causa, pela alteração da pisada;
  • Na criança, pé plano rígido, doloroso ou que só afeta um lado.

Diagnóstico

O exame é feito com o paciente em pé e caminhando: a forma do arco, o desvio do calcanhar, a flexibilidade e o teste de ficar na ponta do pé dizem se a alteração é flexível ou rígida e se há disfunção tendínea. A radiografia com carga mede os ângulos do pé e classifica o estágio. A ultrassonografia no consultório avalia o tendão tibial posterior e os ligamentos, e a ressonância é pedida nos casos com suspeita de ruptura ou de coalizão óssea, uma união anormal entre ossos do pé que causa pé plano rígido no adolescente.

Tratamento do pé plano e do pé cavo em Belo Horizonte

Tratamento clínico

A maioria dos casos é conduzida sem cirurgia. Palmilhas feitas sob medida corrigem o apoio, e a fisioterapia fortalece o tibial posterior e a musculatura intrínseca do pé e alonga a panturrilha, quase sempre encurtada. Nas fases dolorosas, a terapia por ondas de choque ajuda na recuperação do tendão. Calçados adequados e controle do peso completam o plano.

Cirurgia minimamente invasiva

Quando a dor persiste apesar do tratamento clínico ou a deformidade progride, a correção cirúrgica realinha o pé. Nos pés flexíveis, o Dr. Eduardo Cembranelli utiliza técnicas minimamente invasivas, com osteotomias do calcâneo por incisões de poucos milímetros e, quando necessário, reforço do tendão, o que reduz a dor e o tempo de recuperação. Em crianças e adolescentes com pé plano flexível sintomático, procedimentos de pequeno porte podem guiar o crescimento do arco.

Cirurgia aberta

Nos estágios avançados, com rigidez ou artrose das articulações do pé, pode ser necessário combinar osteotomias, transferências de tendão e artrodeses por via aberta. O planejamento é individual e considera idade, atividade e expectativas do paciente.

Pé plano infantil sem dor não precisa de palmilha nem de cirurgia. O acompanhamento periódico confirma a formação do arco. A intervenção é reservada aos pés rígidos, dolorosos ou assimétricos.

Quando procurar o especialista

Procure avaliação se o pé plano ou cavo dói, cansa, provoca entorses ou piorou no último ano, e sempre que a criança apresentar pé plano rígido ou de um lado só. O arco alterado também mantém a sobrecarga que causa fascite plantar e tendinites. Conheça a formação do Dr. Eduardo Cembranelli em cirurgia minimamente invasiva do pé e tornozelo.

Perguntas frequentes sobre pé plano e pé cavo

Pé chato tem cura?

O pé plano flexível da criança se resolve sozinho na maioria dos casos até os oito anos. No adulto, o tratamento clínico com palmilhas e fortalecimento controla os sintomas, e a cirurgia de realinhamento corrige a deformidade quando a dor persiste ou o pé progride.

Criança com pé chato precisa de palmilha?

Não, se o pé for flexível e sem dor: o arco se forma naturalmente com o crescimento. Palmilhas ficam reservadas a crianças com dor, cansaço ao caminhar ou desgaste importante dos calçados, e o pé rígido ou assimétrico precisa de investigação.

O que é a disfunção do tendão tibial posterior?

É a degeneração do tendão que sustenta o arco do pé pela parte interna do tornozelo. É a principal causa de pé plano adquirido no adulto, com dor na parte interna do tornozelo e dificuldade de ficar na ponta de um pé só. Tratada cedo, responde a palmilhas e fisioterapia.

Pé cavo é perigoso?

O pé cavo em si não é perigoso, mas favorece entorses, calos e dedos em garra. Quando é progressivo, assimétrico ou surge com fraqueza, pode indicar doença neuromuscular e deve ser investigado pelo especialista.

Como é a cirurgia de pé plano minimamente invasiva?

Por incisões de poucos milímetros, o osso do calcanhar é cortado e deslocado para realinhar o pé, com fixação por parafusos e, quando necessário, reforço do tendão tibial posterior. A técnica reduz a dor e a cicatriz e acelera a recuperação em relação à cirurgia aberta.

Quanto tempo leva a recuperação da cirurgia de pé plano?

Depende da técnica. Nas correções minimamente invasivas, o apoio parcial começa em poucas semanas e o retorno ao calçado comum em cerca de seis a oito semanas. Correções amplas com artrodese exigem imobilização mais longa, de seis a doze semanas.

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Exame da pisada, radiografia com carga e plano de tratamento com o Dr. Eduardo Cembranelli, em Belo Horizonte.

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