Tendinite do Tendão de Aquiles e Tendinopatias do Tornozelo: tratamento em Belo Horizonte
Dor e rigidez atrás do tornozelo pela manhã, que pioram no início da corrida e ao subir escadas. As tendinopatias respondem bem ao tratamento quando tratadas cedo, antes que o tendão degenere.
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O tendão de Aquiles é o mais forte do corpo e o que mais sofre com o aumento de carga: cada passada de corrida transmite por ele várias vezes o peso do corpo. A tendinopatia é a resposta do tendão à sobrecarga repetida, com dor, espessamento e perda de elasticidade. O Dr. Eduardo Cembranelli, ortopedista especialista em pé e tornozelo em Belo Horizonte, trata as tendinopatias do Aquiles e dos demais tendões do tornozelo com foco em recuperar a função sem cirurgia sempre que possível.
O que é a tendinopatia do tendão de Aquiles?
O termo tendinite sugere inflamação, mas o que se encontra no tendão crônico é degeneração: as fibras de colágeno se desorganizam, o tendão engrossa e novos vasos e nervos crescem no seu interior, o que explica a dor. Existem dois padrões. Na tendinopatia do corpo do tendão, a dor fica de dois a seis centímetros acima do calcanhar, com um nódulo palpável. Na tendinopatia insercional, a dor é no ponto em que o tendão se prende ao osso do calcanhar, muitas vezes com uma saliência óssea (deformidade de Haglund) e bursite, que doem com o calçado.
Sintomas
- Rigidez e dor atrás do tornozelo nos primeiros passos da manhã;
- Dor no início da atividade, que melhora com o aquecimento e volta ao final ou no dia seguinte;
- Espessamento ou nódulo no tendão, sensível ao apertar;
- Dor na parte de trás do calcanhar com calçados de contraforte rígido;
- Nas fases avançadas, dor ao caminhar e subir escadas e perda de força para ficar na ponta do pé.
Dor súbita como uma pedrada atrás do tornozelo, com estalo e dificuldade imediata de ficar na ponta do pé, sugere ruptura do tendão de Aquiles e exige avaliação no mesmo dia. O tratamento precoce, clínico ou cirúrgico, define o resultado.
Outras tendinopatias do tornozelo
Os tendões fibulares, na face externa do tornozelo, inflamam em quem tem pé cavo ou entorses repetidas e podem até se luxar por sobre o osso. O tendão tibial posterior, na face interna, quando se degenera leva ao pé plano do adulto. O tibial anterior e os flexores dos dedos são causas menos comuns de dor no dorso e na parte interna do tornozelo. Todos são avaliados pelo mesmo raciocínio e tratados com as mesmas ferramentas.
Causas e fatores de risco
O gatilho mais comum é o aumento súbito do volume ou da intensidade de treino, sobretudo corrida em subida e treinos de velocidade. Contribuem o encurtamento da panturrilha, as alterações do arco do pé, calçados gastos, a idade acima de 40 anos e o uso recente de antibióticos da classe das fluoroquinolonas, que fragilizam o tendão.
Diagnóstico
O exame localiza a dor, mede a flexibilidade da panturrilha e avalia a força e o alinhamento do pé. A ultrassonografia feita na consulta mostra o espessamento, as áreas de degeneração, a neovascularização e eventuais rupturas parciais, e serve de guia para os procedimentos. A ressonância é reservada aos casos insercionais complexos e ao planejamento cirúrgico.
Tratamento da tendinite de Aquiles em Belo Horizonte
Carga progressiva e fisioterapia
Diferente de outras lesões, o tendão não melhora com repouso absoluto: ele precisa de carga controlada para se reorganizar. O programa de exercícios excêntricos e de fortalecimento progressivo da panturrilha, feito por três a seis meses, é o tratamento com maior evidência científica e resolve a maioria dos casos. Ajustes no treino, no calçado e palmilhas com elevação do calcanhar reduzem a tração durante a recuperação.
Ondas de choque e terapias regenerativas
Nos casos que não respondem aos exercícios, as ondas de choque estimulam a regeneração do tendão e são associadas ao programa de carga. A infiltração guiada por ultrassom com ortobiológicos, como o plasma rico em plaquetas, e procedimentos percutâneos que interrompem os vasos anormais são opções nos tendões cronicamente degenerados. Corticoide dentro do tendão de Aquiles é evitado, pelo risco de ruptura.
Cirurgia por endoscopia
Reservada aos casos persistentes após seis meses de tratamento clínico bem conduzido. Pela via endoscópica, com incisões mínimas, o Dr. Eduardo Cembranelli remove o tecido degenerado, a bursa inflamada e a saliência óssea do calcanhar nos casos insercionais, preservando o tendão. A recuperação é mais rápida do que na cirurgia aberta, com apoio precoce e menor risco de complicações da ferida.
Quando procurar o especialista
Procure avaliação se a dor atrás do tornozelo persiste por mais de duas semanas, se há nódulo no tendão ou se a dor limita o treino. Quanto mais tempo de sobrecarga, mais lenta a recuperação. O tendão de Aquiles encurtado também é a principal causa de dor no calcanhar por fascite plantar, e as duas condições costumam ser tratadas juntas. Veja a trajetória do Dr. Eduardo Cembranelli em cirurgia do pé e tornozelo.
Perguntas frequentes sobre tendinite de Aquiles
Tendinite de Aquiles tem cura?
Sim. A maioria dos casos se resolve com o programa de exercícios excêntricos e carga progressiva, feito por três a seis meses, associado a ajustes do treino e do calçado. Casos crônicos podem precisar de ondas de choque, terapias regenerativas ou, raramente, cirurgia endoscópica.
Posso correr com tendinite de Aquiles?
Depende da fase. Repouso absoluto atrasa a recuperação, mas a carga precisa ser controlada: em geral reduz-se o volume e a intensidade, evitam-se subidas e treinos de velocidade, e a corrida é reintroduzida de forma progressiva conforme a dor permite, com orientação do especialista.
Infiltração de corticoide no tendão de Aquiles é indicada?
Não dentro do tendão, pelo risco de ruptura. Quando há indicação de infiltração, ela é feita ao redor do tendão ou na bursa, guiada por ultrassom, ou com ortobiológicos como o plasma rico em plaquetas, que não fragilizam o tecido.
O que é a deformidade de Haglund?
É uma saliência óssea na parte de trás do calcanhar que atrita com a inserção do tendão de Aquiles e com o calçado, causando bursite e tendinopatia insercional. Quando não responde ao tratamento clínico, pode ser removida por endoscopia.
Quanto tempo leva para a tendinite de Aquiles melhorar?
A melhora começa em algumas semanas de exercícios, mas a reorganização do tendão leva de três a seis meses. Tendinopatias antigas podem demandar mais tempo e a associação de ondas de choque ou terapias regenerativas.
Como sei se rompi o tendão de Aquiles?
A ruptura provoca dor súbita atrás do tornozelo, muitas vezes com estalo, sensação de pedrada e dificuldade imediata de ficar na ponta do pé ou de empurrar o pé para baixo. É uma urgência: procure avaliação no mesmo dia.
Dor no tendão de Aquiles? Trate antes que se torne crônica
Ultrassom na consulta, carga progressiva orientada e terapias regenerativas com o Dr. Eduardo Cembranelli, em Belo Horizonte.
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